sábado, 8 de setembro de 2012

day #4 resumo do dia

O dia começou cedo ao sabor da maré na praia do alteirinho. Apesar da proximidade com a zambujeira do mar, no alteirinho o tempo corre de forma mais harmoniosa.
Mais uma vez tivemos o privilégio de nos considerarmos detentores de um tesouro irrepetível. Os acessos menos fáceis à praia, levam pouca gente para este tipo de paragens, comparado com o rebuliço das praias concessionadas. Pela primeira vez sentimos in loco o abrigo e o conforto que a brutalidade geográfica de uma praia esculpida na falésia pode proporcionar. E este será o cenário dominante até sagres. :) Depois de explorada a praia principal, a descoberta de uma outra que surgia para lá da pequena frecha entre as rochas fez-nos querer progredir pelo nosso próprio pé, desfrutando do misto de conforto e desconforto que há na mistura da água salgada com a areia fina tão característica das nossas praias.
Com a 4L ainda a precisar de recuperar de todo o esforço feito, voltamos à estrada, optando por um dia mais calmo. A paragem seguinte revelou-se uma boa surpresa. Apesar de concessionada, a praia do carvalhal (a 2a com o mesmo nome desde que começamos a viagem) permitiu-nos mais uma bela sessão de surf e um fim de tarde regado com imperiais e boa música no bar que dá apoio à praia. Foi com pena que o carvalhal ficou para trás, mas o melhor estava ainda para vir. No 3º caminho de terra batida da estrada que segue para a azenha do mar a partir do brejão, um malmequer assinala uma praia que parece ter sido esquecida pelo mundo. Com um caminho pedestre que ladeia um pequeno ribeiro, o barulho da água a correr guiou-nos até à praia d'amália. Foi neste pequeno pedaço de terra que avistamos mais um pôr do sol, daqueles que nos permite eternizar a simplicidade das coisas.
A noite entrou facilmente no recorte da costa e uma fogueira a acompanhar o jantar permitiu aquecer um pouco a noite húmida que se fez sentir. Adormecemos cansados a contemplar o céu estrelado. Somos uns priviligiados :)

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